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Como reduzir perdas causadas pela lagarta-da-espiga no milho

Identificação começa pelos danos nos estilos-estigmas e na ponta das espigas


Foto: Leonardo Gottems

A lagarta-da-espiga é uma das pragas mais importantes do milho porque ataca diretamente a estrutura que define boa parte do valor da lavoura. Materiais da Embrapa apontam a espécie como problema econômico relevante, com presença ampla e dificuldade maior de controle quando a infestação avança para o interior da espiga. 

A identificação começa pelos danos nos estilos-estigmas e na ponta das espigas. O grande desafio é que, depois da penetração, a lagarta fica protegida, o que reduz a eficiência de intervenções tardias. Por isso, o monitoramento precisa ser antecipado para a fase em que os ovos eclodem e as larvas ainda estão mais expostas. 

A Embrapa destaca que o controle na espiga é difícil justamente porque os ovos costumam ser depositados no cabelo do milho, e logo depois as larvas se escondem. Isso altera completamente a estratégia de manejo: esperar o dano ficar visível demais costuma significar entrar tarde. 

O monitoramento frequente é indispensável. Em estudo sobre Helicoverpa zea, a própria rede de pesquisa ligada à Embrapa reforça a relevância de acompanhar a ocorrência da praga em diferentes materiais e situações de cultivo, o que ajuda a posicionar melhor a decisão de controle. 

Além da perda direta, o ataque pode comprometer a qualidade comercial do grão. Espigas danificadas apresentam maior vulnerabilidade a problemas secundários e pior padrão de aproveitamento. Em sistemas voltados a alto desempenho, isso amplia o peso econômico da infestação. 

A resposta técnica mais eficiente continua sendo o manejo integrado. Isso inclui monitoramento, leitura do estádio da cultura, avaliação do histórico da área e escolha do momento mais oportuno para a intervenção. O manejo não se resume a uma aplicação, mas à capacidade de agir antes de a praga se proteger dentro da espiga. 

Também é importante separar lagarta-da-espiga de outros ataques na parte aérea. Em milho, diferentes lepidópteros podem ocorrer na mesma lavoura em momentos distintos. O diagnóstico correto evita erro de alvo e melhora a precisão do manejo. 
 

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